Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

Azul é a Cor Mais Quente, de Julie Maroh



Julie Maroh
Editora Martins Fontes
160 páginas
ISBN: 9788580631258
1ª edição - 2013

Sinopse:
O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. A novela gráfica foi lançada na França em 2010, já tem diversas versões, incluindo para o inglês, espanhol, alemão, italiano e holandês, e ganhou, em 2011, o Prêmio de Público do Festival Internacional de Angoulême. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, Azul é a Cor Mais Quente surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

A história percorre várias facetas da vida de duas garotas, com foco na introvertida e delicada Clementine, que aos 15 anos descobre sua sexualidade e seus sentimentos por Emma, a marcante menina de cabelos azuis que atribui sentido ao título da obra. A narrativa se desenrola através de textos do diário de Clementine, os quais tem início nos anos 90 e mostram que nessa época na França ainda há um preconceito explícito contra homossexuais.

Esse preconceito é enfatizado pela mobilização política de Emma em paradas gays, buscando expressar o sofrimento que os homossexuais vivem todos os dias e os perigos da marginalização da homossexualidade e da transexualidade. Os próprios amigos e familiares de Clementine são preconceituosos e não compreendem sua orientação sexual, o que a deixa ainda mais insegura em seu relacionamento com Emma.

O romance entre as personagens enfatiza muito mais a visão poética e universal do amor, sem se prender a gêneros ou preceitos determinados pela sociedade francesa da época. Em uma das passagens de Emma isso é enfatizado, quando ela diz que, se fosse um rapaz, Clementine teria se apaixonado por ela do mesmo jeito.

Engana-se, porém, quem pensa que é apenas um romance entre duas meninas. É um romance que floresce suavemente, progredindo com o passar das páginas, juntamente com a personalidade de cada uma delas. Clementine é uma personagem feminina encantadora, que simboliza o medo que o ser humano sente de si mesmo, de suas escolhas e de seus desejos. Tais medos giram em torno de sua homossexualidade, já que ela se sente insegura por se sentir atraída por uma menina e não sabe lidar com isso. Emma é uma personagem admirável e cativante, principalmente pelo carinho enorme e pela proteção que demonstra por Clementine.

Essa obra me encantou, sobretudo, por fazer com que o leitor se sinta na pele da protagonista, causando, por muitas vezes, nós na garganta de quem está lendo. Demonstra também o quanto os personagens são bem construídos e conseguem transmitir toda a sua carga emocional ao leitor. Por tratar-se de um romance adulto, é uma obra sem hesitações e pudores, assim como todo amor deveria ser, principalmente nos dias atuais.

[...] O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes... Então, o amor não pode não o ser também. O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima... nos reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos... 
(pág. 157)

Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins




Stephanie Perkins
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219329
Ano: 2011
Páginas: 288
Encontre na Saraiva.

Sinopse:

Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Anna é um romance. Ponto, fim de discussão. Mas, por incrível que pareça, o produto final – relações românticas – não é o foco da história.

Já vi inúmeras pessoas falando bem, muito bem, de Anna, mas sempre tive um pé atrás por imaginar que seriam páginas de descrição sobre “como ele ajeita o casaco”, entre outros. Enfim, puro preconceito que me provou, no final, totalmente errado.

Vamos a uma visão geral: Anna é filha de um escritor famoso de “romances de titia” e é enviada por ele para Paris, a uma escola particular para americanos na França. Lá, ela conhece Meredith, uma garota que mora no mesmo andar de Anna no alojamento. Junto com Mer, Anna conhece Étienne St. Clair, um nascido americano que foi criado no Reino Unido.

É por St. Clair que Anna começa a ter uma paixão. Paixão secreta, afinal, St. Clair tem namorada, uma recém-formada que parece ser, a princípio, a mulher da vida dele.

Ok, o primordial está esclarecido. Pelo livro, vamos acompanhar Anna por todo o ano letivo para descobrir o que vai acontecer com seus sentimentos, divididos até certo ponto entre esta nova paixão pelo americano com sotaque inglês e Toph, o interesse romântico de Anna aqui nas Américas.

O livro vai apresentar romance, claro, mas também amizade, drama familiar e bastante comédia. Não é o tipo de livro com um propósito só – por mais que tenha uma questão principal – e essa é a parte legal, a de alternar estilos e finalizar com uma obra de pontos distintos e ao mesmo tempo interligados.

Anna é o tipo de leitura leve, daquelas pra serem feitas entre livros pesados – talvez técnicos –, e que vai te descansar bastante. Descansar e entreter.

Fiquei intrigado com o estilo da Perkins, creio que Anna não será o meu último contato com ela e espero reconhecer as referências que – segundo o que ouvi falar – estão em Lola e o Garoto da Casa ao Lado. Os dois livros já estão traduzidos para o bom português, pela editora Novo Conceito.

Não posso comentar sobre a tradução ou a edição brasileira (li o original). Sequer sei se os nomes permaneceram iguais aos das edições em inglês, mas não acho que a Novo Conceito tenha deslizado em nada, até porque não há muitas chances pra isso na história.

Anna pode conquistar. Tem muita coisa boa reunida e há boas chances de que você também se amarre na história. Se interessar, corra pra descobrir se Anna vai conseguir, afinal, seu Beijo Francês. E não se esqueça de voltar depois pra dizer o que achou! ;)

Se já leu o livro, deixe sua opinião nos comentários!! :D

XVI Bienal do Livro

  
Neste último sábado (07/09), eu fui à XXIV Bienal do Livro com a minha linda irmãzinha, uns amigos dela e dois objetivos básicos: o primeiro, mais óbvio, era comprar livros, mangás e até mesmo HQ’s baratos, o segundo era conseguir o autógrafo do lindo Eduardo Spohr.
Demos uma leve madrugada, chegamos lá por volta de 9h30 e o Riocentro já estava com filas quilométricas direcionadas aos portões de entrada no pavilhão laranja. As filas estavam meio que de qualquer jeito. Não havia nenhum segurança, fiscal ou algo do gênero – o que eu acho que deveria haver pela magnitude do evento, certo?
No pavilhão laranja, os acervos eram basicamente estudantis e infantis, então ele só nos serviu como meio de passagem mesmo. O pavilhão mais interessante para nós foi o azul, pois grande parte das editoras mais conhecidas e preferidas estava lá: Grupo Record (abrangendo todos os seus selos),  Intrínseca,  Leya – que estava mais cheia por causa da réplica do trono de ferro do que pelos próprios livros –, Novo Conceito, Novo Século, Rocco, editora e livraria Saraiva, um estande do Submarino, um da Panini, um da editora Objetiva,  entre outros. E finalmente, no pavilhão verde, estavam, de mais interessantes, a Comix e a Universo dos Livros.
Porém o mais importante, que era o preço, deixou muito a desejar.  De todas as editoras citadas acima, a única que fez jus ao evento foi a Intrínseca. Com um estande não tão grande como o da Saraiva ou o do Grupo Record, ela fez muito aos corações e bolsos dos leitores. Todos os livros que comprei vieram de lá e minha irmã fez quase o mesmo. O único livro que ela comprou fora de lá foi “Morte Súbita”, de J.K. Rowling, que, por mais incrível que pareça, estava a R$ 15,00 reais na Saraiva – provavelmente a única promoção de verdade que havia por lá. A maioria dos livros à venda estava com os mesmos preços das livrarias ou mais caros em todos os estandes, exceto no da Intrínseca, como disse acima.
A minha experiência mais peculiar foi – após um milênio de fila, que ia do final do pavilhão azul até o começo do pavilhão verde – entrar no estande da Comix. Eu nunca havia entrado em uma loja de mangás com o intuito de compra antes, não sei o porquê. Haviam milhares de mangás, HQ’s das quais o Nicolas fala constantemente e outras,  o box vermelho maravilhoso do Harry Potter, action figures lindas do Batman, Bane e  Wolverine – e revistas. Tudo em muita quantidade, porém não sequencial. A grande maioria dos mangás estava à venda e levemente mais barata do que o preço de capa, o que gostei bastante, mas acabei levando somente três mesmo.
Adendo: uma HQ capa dura do Sandman, do Neil Gaiman, estava nada mais, nada menos, do que R$ 149,00 reais. Tudo bem que era linda, mas haja dinheiro para comprá-la, né?

 


            Terminei o dia um pouco frustrada, pois a maioria das minhas compras prioritárias não estava com bons preços e não havia estande da editora Underworld, da qual eu pretendia comprar um livro que estou querendo a muitíssimo tempo. Infelizmente, tive de ir embora antes da sessão de autógrafos com Eduardo Spohr e, para completar, eu e minha irmã ficamos pelo menos uma hora esperando nosso respectivo ônibus.

            Balanço final:
Eu: 
“A Garota que Eu Quero”, de Markus Zusak; “O Oceano no Fim do Caminho”, de Neil Gaiman; “Feita de Fumaça e Osso”, de Laini Taylor; “Puros”, de Juliana Baggott; “Another” vol. 1,  de Yukito Ayatsuji; “Vampite Knight” vols. 14 e 15, de Hino Matsuri;  um pôster do Foo Fighters e um do Paramore.







Minha Irmã:
“Crepúsculo”, de Stephenie Meyer; “A Saga Crepúsculo – Lua Nova”, de Stephenie Meyer; “A Saga Crepúsculo – Eclipse”, de Stephenie Meyer; “A Saga Crepúsculo – Amanhecer”, de Stephenie Meyer; “A Breve Segunda Vida de Bree Tanner – Uma História de Eclipse”, de Stephenie Meyer; “Delírio”, de Lauren Oliver; “Morte Súbita”, de J.K Rowling; “O Lado Bom da Vida”, de Matthew Quick; “Um Dia”, de David Nicholls e “Bling Ring”, de Nancy Jo Sales.
  




            Enfim, para mim a Bienal fechou no um pouco vermelho esse ano. Minha irmã, que normalmente só lê no ônibus, fez mais compras do que eu! Mas quem sabe eu não tenho mais sorte na Ourivescon ano que vem? Algo me diz que eu conseguirei ir... Quem sabe?

            Opinem! Como foi a Bienal para vocês? Boa, péssima, mais ou menos... Os ourives querem saber o que vocês têm a dizer.
            XOXO





Interligados – Aden Stone e a batalha contra as sombras, de Gena Showalter


Gena Showalter
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579301414
Ano: 2010
Páginas: 448

Sinopse:
A maioria das pessoas de 16 anos de idade têm amigos. Aden Stone tem quatro almas humanas que vivem dentro dele. Um pode viajar no tempo. Um pode levantar os mortos. Um pode prever o futuro. E outro pode possuir outro humano. Todo mundo pensa que ele é louco, essa é arazão pela qual ele passou sua vida inteira entre instituições para doentes mentais e reformatório. Tudo isso está prestes a mudar. Durante meses Aden tem tido visões de uma menina bonita – uma moça que carrega segredos antigos. Uma menina que quer salvá-lo ou destruí-lo.


Hoje os convido a adentrar no universo sobrenatural e sombrio que é o mundo de Aden Stone – mais conhecido com Aden –, o garoto que vive com quatro almas presas em sua mente, almas essas que possuem poderes especiais: Eve pode voltar no tempo, Elijah prevê mortes, Caleb pode possuir corpos alheios e Julian pode acordar os mortos.

Como elas foram parar ali? Ninguém sabe. Se e/ou como vão sair? É o que Aden tenta descobrir.

Aden é um garoto de 16 anos, órfão, que foi jogado de um hospital psiquiátrico a outro, como esquizofrênico, por falar com “pessoas” que ninguém mais vê. Ele acabou de ser transferido para uma nova cidade, na qual Elijah previu sua morte e também seu encontro com uma bela menina de cabelos negros. O menino fica desesperado para conhecê-la, mesmo sabendo que, nessa nova cidade, encontrará um final definitivo para si próprio. E, na sua primeira saída à cidade, adivinhem o que acontece?

A lápide começou a se sacudir.
Julian suspirou, parecendo um eco do suspiro de Aden. Sei que já enfrentamos situações piores e sei também que  eu fui o responsável por elas.
Ótimo. Um festival de lamentos. Essa terceira voz, frustrada, era de uma mulher, que também habitava sua cabeça. Aden ficou surpreso que seu outro “hóspede” (como ele às vezes chamava as almas presas dentro de si) também não tenha começado a falar. O significado de “paz e tranquilidade” era algo que eles não compreendiam.  Ei, garotos, será que podemos deixar a festinha para depois e matar logo esses zumbis antes que eles surjam por todos os lados, ganhem força e sapateiem em nossos traseiros?
– Sim, Eve – concordaram Aden,  Julian e Elijah em uníssono.

Até que, de repente, os zumbis caem e as vozes em sua mente gritam e cessam. E então, ao longe, ele vê uma garota e se questiona se ela não seria a garota das visões de Elijah.

A garota observou o local.
Um segundo depois, seus olhares se encontraram. Ocorreu uma explosão de sons enquanto o mundo se reduziu, de forma repentina, àqueles olhares – e então, ao vazio. Nenhum movimento. Nenhuma batida dos corações, sequer o ruído dos pulmões se enchendo de ar. Não havia hoje, nem amanhã. Só havia aqui e agora.
Eles eram as duas únicas pessoas no planeta.
– Isso é paz – Aden pensou, em choque. A verdadeira paz. Calma e silêncio, sem nenhuma voz em sua cabeça pressionando-lhe ou lhe insultando, disputando sua atenção.

Essa garota é Mary Ann Gray, também de 16 anos, órfã de mãe, namorada de um jogador de futebol babaca e aluna nota 10 que faz de tudo para não desapontar o pai, que, afinal de contas, é tudo o que tem além de sua melhor amiga Penny Parks. Ela, por sua vez, tenta, a todo custo, fazer Mary Ann desistir do “Plano de 15 Anos”, que provavelmente não será cumprido por causa da chegada de Aden – a quem ela se sente estranhamente ligada – e de novos acontecimentos em sua vida pacata.

Aden “convence” Dan – dono do rancho onde ele mora e responsável por ele – a deixá-lo frequentar uma escola comum e, logo em seguida, fica doente por causa do veneno dos zumbis que o atacaram no cemitério. Durante esse período, tem alucinações com uma outra morena, dessa vez de olhos azuis.

Essa segunda morena é a irresistível princesa Victoria, uma vampira filha de Vlad, O Empalador, que vai à procura de Aden para questionar o porquê de ele ter atraído a nação vampira e outras criaturas sobrenaturais para perto de si. Ela o convida, em nome de seu pai – que parece querer “conhecê-lo melhor” –, para o baile de ressurreição do rei vampiro, no dia de Haloween.

Mary Ann, uma semana após conhecer Aden, vê, em seu gramado, um lobo negro que parece pronto para atacá-la... só que não. Ele simplesmente a  acompanha até a escola – ainda em forma de lobo – e, quando vai também buscá-la, começa a falar em sua mente. E essas caminhadas acabam tornando-se um hábito, fazendo com que ela e o Lobisomem – que é também guardião de Victoria – criem um tipo de amizade ou algo mais.

Para proteger Mary Ann e Aden, em nome de Vlad, Victoria e seu lobo guardião começam a estudar no mesmo colégio que os dois e, juntos, os quatro amigos tentam encontrar as respostas para a “atração” de Aden. Respostas essas que têm mais a ver com o passado de Marry Ann do que ela imagina e que resultarão na libertação de um dos espíritos presos em Aden.

Eu li esse livro há um ano e infelizmente tinha me esquecido do quão bom ele é! É um livro de tamanho médio, em terceira pessoa e repleto de informações, mas sem deixar o livro chato ou cansativo. É um romance nada comum, sem mocinhas, bad-boys nem triângulos amorosos. Cada protagonista tem defeitos, qualidades e marcas que, apesar da sobrenaturalidade do enredo, acabam tornando-os quase humanos. Cada questionamento – mesmo que pequeno – feito durante a trama ganha uma resposta bem construída ou pelo menos uma promessa de uma, já que é uma trilogia. Porém o maior diferencial dessa história foi a autora ter posto lobisomens e vampiros não como inimigos, mas sim como protetores e protegidos:

– Pensei que vampiros e lobisomens fossem inimigos. Quero dizer, Aden comentou que os vampiros lhe disseram para ficar longe de você.
– Ela é bastante diferente, essa vampira.
– Então vocês não são inimigos?
E por que subitamente ela queria que eles fossem inimigos? O que havia de errado com ela? Os dois estavam namorando? Ela rangeu os dentes.
– Não. Vlad, o primeiro dos imperadores, deu o mesmo sangue que ele bebeu, o sangue que o mudou, para seus queridos animais. Da mesma forma, eles começaram a mudar. Eles logo se tornaram capazes de tomar a forma humana, embora continuassem com seus instintos animais. Naqueles primeiros tempos, eles eram cruéis, ferozes e tentariam – e conseguiriam – comer todos que vissem pela frente. As pessoas que eram atacadas e que sobreviviam começaram a mudar também, embora mantivessem seus instintos humanos. Esse era o meu povo. Vlad os ajudou, cuidou deles. Como retribuição, meu povo prometeu proteger o povo de Vlad.

Encontre: Saraiva & Submarino

O mercado editorial e a sua pedra filosofal: YAs



Todo mundo gosta de YAs e eu tenho que assumir que também gosto, mas nos últimos tempos o gênero tem se tornado tão saturado e repetitivo que eu não aguento mais ler uma sinopse que começa com “Fulana é uma menina normal, mas sua vida está prestes a mudar para sempre quando conhece Cicrano, o príncipe dos demônios vampiros do reino dos zumbis da febre amarela.”. Simplesmente não dá.
          Para quem caiu de paraquedas direto de Saturno, ou vive em uma caverna, ou esteve congelado em uma nave do Caveira Vermelha nos últimos 70 anos, YA é a abreviação de Young Adult, o gênero Jovem Adulto, indicado para adolescentes e pós adolescentes ainda não adultos. Normalmente os livros deste gênero têm uma prosa simples, sem ser detalhistas em demasia, personagens adolescentes e costumam tratar, muitas vezes em segundo plano, um pouco dos “dilemas” do cotidiano dos jovens. Um movimento muito forte dentro dos YAs é o Fantasy, que por si só tem outros submovimentos como o Urban Fantasy, Modern Fantasy, Medieval, o famigerado Distopia e trocentos outros.
          O que acontece é que, há algum tempo, alguém descobriu a galinha dos ovos de ouro, a Pedra Filosofal dos escritores, e isso gerou uma avalanche de histórias cada vez mais manjadas, sempre iguais, sobre a Fulana que vive sua vida normal e cairá no mundo mágico de algum jeito. Dá pra dizer que esse boom de fantasia, que alavancou o movimento que ainda não cessou até hoje, começou com Harry Potter, que todo mundo sabe ser uma das publicações mais bem sucedidas que já se viu até hoje. Antes de Harry Potter, já existiam outros livros memoráveis, como os de Philip Pullman, mas foram os livros de Rowling que mudaram pra valer o mercado editorial infanto-juvenil e jovem adulto.
          Para começar, todas as editoras queriam uma série de sucesso como Harry Potter, que estava quebrando recordes e vendendo mais que Starbucks em encontro de hipsters. Então apareceram os genéricos. Talvez alguns tenham sido encomendados por editoras ou talvez fossem somente fruto da mente de autores que também vibraram com a riqueza imaginativa de Rowling e queriam fazer algo parecido – uns bem intencionados, outros não.
          O gênero YA, que cresceu muito nessa era pós Harry Potter, se direciona então para a criançada que já não é tão criança, o pessoal que já leu Harry Potter, mas viu algo interessante na forma como a Bella e o Edward são ótimos vendedores de sexo ou achou as fofocas da Garota do Blog indispensáveis. A cria de Rowling cresceu e tem buscado os temas que os autores influenciados por ela, cada vez menos ingênuos, abordam. O que acontece é que, com essa superprocura pelos YAs, algumas pérolas começaram a aparecer, outros estopins de movimentos que geraram mais e mais obras genéricas.
          Um bom exemplo é o livro Jogos Vorazes, da americana Suzanne Collins. A história do livro todo mundo conhece. Se você estava cumprindo pena em Klingon nos últimos anos e não sabe do que se trata a história de Collins, clique aqui. Depois do sucesso estrondoso de Jogos Vorazes, uma miríade inteira de YAs que se auto intitulam distópicos nasceu do dia para a noite. A minha sincera opinião de quem só leu o primeiro livro de Jogos Vorazes e não tem tanto interesse em ler os dois seguintes: Leia um e lerá todos. Essa máxima também se aplica aos livros de Rick Riordan e aos livros de Cassandra Clare, que também estão, ao que parece, se moldando voluntariamente para se encaixarem nesta frase.
          Esses autores, Riordan, Clare, Meyer e tantos outros, se tornaram Best Sellers reconhecidos mundialmente, os grandes money makers do momento. Descobriram cada um a sua fórmula de fazer dinheiro e a continuam utilizando, escrevendo séries de dez livros ou sequências para um livro standalone só para que este possa ter sequências para sua adaptação cinematográfica. Triste é ver os pobres leitores, muitos ingênuos para entender o que os autores estão fazendo com eles, que continuam comprando e comprando, três, cinco, dez livros, todos iguais, ecos de uma primeira tentativa bem-sucedida.
          É triste ver que esse movimento chegou ao Brasil não por meio de traduções, mas com a nova geração de escritores que entram no mercado editorial através de editoras espertas que lhes cobram investimento para publicar seus livros de histórias verdes, pouco originais, muito influenciadas pelo movimento dos Harry Potters genéricos. Pobres autores que, ingênuos, ingressam prometendo escrever séries e mais séries – e nem expressarei minha opinião sobre a avalanche de séries – sobre a sua história de uma Fulana que vivia uma vida normal.
          Eu poderia me prolongar no assunto, citar vários exemplos de mais histórias que são tão originais quanto sapato de funkeiro, mas isso encheria linhas e linhas sem sentido. Você, caro leitor, discorda de algo que eu disse? Deixe nos comentários a sua opinião.
Nota d’A Editora: Não se deixem enganar, Nic é fá de Harry Potter.
Nota da Lu:  "Para quem caiu de paraquedas direto de Saturno, ou vive em uma caverna, ou esteve congelado em uma nave do Caveira Vermelha nos últimos 70 anos." Tipo eu? Hahaha, não conhecia esse termo até ter contato com os livros da Clare. O que eu posso dizer? Amo Harry Potter desde os onze anos e sou fã de Jogos Vorazes desde os vinte e um. Dentro do que o Nic falou, a trilogia A Seleção é basicamente uma cópia de Jogos Vorazes (só que muito mais romântico), meio que um crossover entre uma distopia e um conto de fadas (mesmo sendo fraquinha, algo nessa trilogia me cativou). O que mais eu posso dizer? HARRY POTTER FOREVER!

Os Mais Aguardados Do Segundo Semestre #2013

Galera Record

Junho:

Will & Will -  David Levithan e John Green


Em uma noite fria, no lugar mais improvável de Chicago, dois adolescentes – ambos chamados Will Grayson – estão prestes a se encontrar. À medida que seus mundos se chocam e se entrelaçam, os Will Graysons vêem suas vidas indo em direções novas e inesperadas, levando à encontros românticos e à produção épica do musical adolescente mais fabuloso do mundo.

Cidade das almas perdidas - Cassandra Clare


Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?


Julho:

O Livro das Princesas - Meg Cabot, Lauren Kate, Paula Pimenta e Patricia Barboza


A Galera convidou essas suuuuper autoras para participar de uma iniciativa muito legal! O projeto consiste em recontar as histórias das princesas originais! Cada uma irá recriar da forma que achar mais interessante e temos certeza que vamos nos divertir muito!

O que sabemos até agora são as princesas escolhidas por cada uma:
Meg Cabot - A Bela e a Fera, de Gabrielle Suzanne Barbot  
Lauren Kate - A Bela Adormecida, dos Irmãos Grimm
Paula Pimenta - Cinderela, de Charles Perrault
Patrícia Barboza - Rapunzel, dos Irmãos Grimm

A desconstrução de Mara Dyer – Mara Dyer #1, de Michelle Hodkin


Mara Dyer não acha que sua vida possa ficar ainda mais estranha do que acordar no hospital sem lembrar de como ela chegou lá. Mas pode.
Ela acredita que há mais por trás do acidente que ela não se recorda e que matou seus amigos e a deixou misteriosamente ilesa. Mas há.
Ela não acredita que depois de tudo o que tem passado, ela possa se apaixonar. Mas ela está errada.


Agosto:

Todo dia - David Levithan


Cada dia um corpo diferente. Todo dia uma vida diferente. Cada dia amando a mesma garota.
Todas as manhãs, A acorda no corpo de uma pessoa diferente, a vida de uma pessoa diferente. Não há qualquer aviso sobre onde ele estará e quem ele será. A está em paz com isso, ele estabeleceu suas diretrizes: Nunca se apegar. Nunca ser notado. Nunca interferir.
Está tudo bem até uma manhã em que A acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, as regras pelas quais viveu não se aplicam mais. Porque A finalmente encontrou alguém com quem quer estar—todos os dias e durante todo o dia, dia após dia.

Trono de vidro#1 - Sarah Mass


Após servir um ano de trabalho duro nas minas de sal de Endovier por seus crimes, a assassina Celaena Sardothien, de dezoito anos, é arrastada até o príncipe herdeiro. Príncipe Dorian lhe oferece sua liberdade com uma condição: ela deve atuar como sua campeã em uma competição para encontrar o novo assassino do rei. Seus oponentes são ladrões e assassinos e guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela derrotar seus adversários em uma série de eliminações, ela servirá ao reino por três anos e então será livre. 


Setembro:


Gregor, vol. 5 - O Código de Garra, de Suzanne Collins


Todos na Underland vem tomando grande cuidado em manter a profecia do tempo de Gregor. Gregor sabe que deve dizer algo horrível, mas ele nunca imaginou o quão terrível: ele chama para a morte do guerreiro. Agora, com um exército de ratos se aproximando, e sua mãe e irmã continua em Regalia, o guerreiro Gregor deve reunir toda sua coragem para ajudar a defender Regalia e obter a sua casa de família com segurança. Toda a existência do Subterrâneo está nas mãos de Gregor, e o tempo está se esgotando. Há um código para ser quebrada, um misterioso novo princesa, lado nascente Gregor escuro, e uma guerra para acabar com todas as guerras. 
Fonte


Então, galera, dentre os livros acima, espero que os que ainda não tiveram as capas e/ou os títulos traduzidos não sofram muitas alterações – como infelizmente não foi o caso de Will & Will, de David Levithan e John Green –, mas, no geral, estou bem ansiosa com as novidades, principalmente com “Cidade Das Almas Perdidas”, o próprio “Will & Will”, "Trono de Vidro" que não nos trará uma protagonista boazinha e sim uma assassina competindo para conseguir sua liberdade e  “A desconstrução de Mara Dyer”, que parece ser um trilher deliciosíssimo e que terá lugar garantido em diversas estantes (principalmente na minha). Mas e pra vocês, qual é o lançamento mais aguardado da Galera? Conta pra gente!

Fonte: Galera Record

Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

Bem, essa é a minha primeira resenha (eba!) e, na minha estreia, falarei sobre um romance do muito aclamado Nicholas Sparks: Diário de uma Paixão.


Diário de uma Paixão - Nicholas Sparks, 1°Edição

          Confesso que comecei o livro sem muitas expectativas, já que não é um romance sobrenatural, que é o que eu costumo ler.  Então, como eu estava fora do meu habitat, fiquei um pouco receosa sobre gostar ou não da história, tanto que do final do primeiro capítulo até o segundo foram três dias de total abandono do livro. E, sobre a questão de narrativa que muitas outros blogueiros comentam, não me incomoda se é em primeira ou terceira pessoa, contanto que seja clara.
          A capa é bonitinha. Sem nenhum elemento misterioso ou algo que desperte a curiosidade do leitor à primeira vista (pelo menos não pra mim). Para os ávidos por romances, o título já é um pouquinho mais chamativo.
          O livro começa com Duke, um residente de uma casa de repouso, se preparando para contar uma história a outra paciente, em estado mais grave, que não o conhece. Aí vocês me perguntam: ”Por que ele faz isso?”. Porque Duke é como um tipo de “relações públicas” dessa casa de repouso. Por estar em melhor estado do que outros residentes e principalmente porque gosta, lê poemas para eles todas as noites. Os dias e tardes ele passa com essa mulher para quem ele conta a história. Aí novamente vocês me perguntam: ”Por que ele faz isso?”. Porque... Leiam o livro, ora! Porém o mais intrigante é a expectativa de Duke sobre o que acontecerá depois que ele terminar de contar a história.
          Duke começa a contar a  história de Noah, um soldado americano que, voltando da guerra, compra uma antiga casa – a sua casa dos sonhos – em sua cidade natal e a reforma, ganhando notoriedade nos jornais de todo o país. Isso faz com que Allie, uma paixão de verão – que ele nunca esqueceu – da sua adolescência, saiba que ele está nessa cidade resolva encontrá-lo.
          Allie, que está prestes a se casar, vai até Nova Berna para reencontrar Noah e, chegando lá, os dois ficam meio desconfortáveis com a reaproximação inesperada, mas, com o passar das horas, se sentem como se nem tivessem sido separados por longos 14 anos.
          E aí recomeça a amizade dos dois: cada um contando o que fez de sua vida durante esses 14 anos, Allie dizendo que está noiva, Noah contando sobre os projetos para a casa, os dois voltando aos mesmos lugares da adolescência, Noah lendo poemas para Allie de novo e...
          Eles se apaixonam novamente! Finalmente reconhecem que 14 anos e a distância não foram barreiras suficientes para acabar com o amor que sentiam um pelo outro. Mas, quando tudo parece perfeito, a mãe da Allie, Anne,  aparece na casa do Noah dizendo que o noivo de Allie, Lon, está a caminho de Nova Berna atrás dela. Ela aproveita para fazer uma entrega bem atrasada: as cartas de Noah, cartas essas que ele escreveu nos primeiros dois anos após a partida de Allie, esperando respostas, e que, pela intervenção da mãe de Allie, nunca chegaram. E, com a chegada das velhas cartas, chegam também novas escolhas e conflitos.

Ele se posicionou ao lado de Allie e pousou a mão no ombro dela. – Eu não quero passar o resto da minha vida pensando em você e sonhando com o que poderia ter sido. Fica comigo, Allie.
Os olhos dela encheram-se de lágrimas. – Não sei se posso – ela murmurou minutos depois.– Você pode, Allie... Nunca vou conseguir levar uma vida feliz sabendo que você está com outro. Isso iria matar uma parte de mim. O que a gente tem é raro. É bonito demais para ser jogado fora desse jeito. Ela não respondeu.
Momentos depois, com um gesto delicado, Noah virou o corpo de Allie, segurou suas mãos e cravou os olhos no rosto dela, obrigando-a a encará-lo.
Por fim, Allie fitou-o com os olhos úmidos. Após um longo silêncio, Noah, com uma expressão enternecida, enxugou com o dedo as lágrimas no rosto de Allie. A voz dele ficou embargada quando viu o que os olhos dela estavam dizendo.
– Você não vai ficar, não é? – ele perguntou com um sorriso frouxo. – Você quer, mas não pode.
– Oh, Noah – ela disse, recomeçando a chorar. – Por favor, tente compreender...

          E, a partir daqui, o livro volta para o ponto de vista de Duke e eu penso “Como assim?! O que aconteceu?!”. Leiam e surpreendam-se como eu.
          O final da história é simplesmente sensacional, os três últimos capítulos são de tirar o folêgo! Provavelmente será meu marco comparativo para romances não sobrenaturais.  O diferencial é que esse romance não é do tipo meloso, e sim uma história muito bem construída. O romance de Allie e Noah sobreviveu ao tempo e aos obstáculos do destino, é estruturado e fundamentado puramente em sentimentos. É lindo e emocionante, ou seja, perfeito!

Playlist:

Wouldn't It Be Nice - The Beach Boys

The One That Got Away - Katy Perry

Thinking Of You - Katy Perry

          Há também um filme baseado na obra, dirigido por Nick Cassavetes, contando com Rachel McAdams (Allie Hamilton), Ryan Gosling (Noah Calhoun), Joan Allen (Anne Hamilton) e James Marsden (Lon Hammond).

Trailer: