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Review de Séries: Dominion S01E01



Legião (no original, Legion), lançado em 2010, foi um dos filmes de ação que mais reassisti nos últimos anos. Lembro-me de ficar viciado no ano em que o assisti pela primeira vez, vendo e revendo até cansar. Após ter lido A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, meu interesse pela mitologia hebraico-cristã e toda aquela coisa de anjos guerreiros, lutas épicas e asas all over the place só aumentou, sendo que Legião saciou muito bem essa minha sede na época. Embora não seja absurdamente bom, é um filme de ação bastante divertido que, apesar dos pesares, foi meu favorito por um bom tempo.

O fim de Legião deixa uma série de pontas soltas que indicam uma possível continuação. E agora, após quatro anos, ela saiu, mas em outra mídia. O canal americano Syfy encomendou a primeira temporada de uma série baseada no filme, e a estreia aconteceu na última quinta-feira, 19/06. A surpresa foi mais do que satisfatória. Não consigo explicar a minha empolgação com o seriado. Ele dá muito mais espaço para os roteiristas explorarem todas as possibilidades que a trama deixa após o final do filme e, embora não seja obrigatório, achei necessário e recomendo que todos assistam ao filme antes de começar o seriado.

Aviso:
Daqui para frente, haverá spoilers de Legião. Prossiga por sua própria conta e risco.



Dominion se passa quase três décadas após os eventos de Legião. Os anjos de Gabriel devastaram o planeta todo em uma guerra contra os homens, que, por sinal, conseguiram resistir muito bem. No cenário pós-apocalíptico apresentado na abertura do episódio, vemos que as pessoas conseguiram se organizar em cidades-fortaleza, onde se torna mais fácil sobreviver. É mostrada apenas uma cidade, Vega, e há menção de uma segunda, Helena, mas fica bem claro que cada uma é totalmente independente da outra e tem suas próprias leis e governos.

Já nos primeiros minutos da série, conseguimos ver asas de um anjo de Gabriel – no filme, os anjos de seu exército não conseguem manifestar as asas – e, durante o episódio, mais e mais delas aparecem para encher os nossos olhos em cenas maravilhosas. Os efeitos mais legais do seriado são as asas, definitivamente.

Vega é governada por um general (com a ajuda de seus subordinados – cônsules e coisas assim), que se reporta diretamente ao único anjo do nosso lado na guerra: Miguel. O mesmo anjo que, no filme, vem à Terra para proteger e salvar “O escolhido”. É interessante observar que o elenco do seriado não tem nenhum ator do original – logo, tanto Miguel quanto qualquer outro personagem que apareceu na película e retorna aqui é interpretado por um ator diferente. O novo ator que ocupa o papel de Miguel deu uma cara nova ao personagem, que se torna menos heroico e durão e mais altivo e arrogante, continuando, porém, bastante badass nas sequências de luta.




Na história, dentro do mundo que se criou após toda a guerra iniciada em Legião, começou uma espécie de nova religião do escolhido, onde as pessoas rezam para ele e esperam pela sua volta. Entende-se que, nesse intervalo de tempo, Miguel escondeu a criança e ninguém sabe quem ela é (nós sabemos muito bem, desde o começo do episódio). Essa religião me causou um certo estranhamento, pois parece muito mais pagã do que cristã (embora ela não seja exatamente cristã), mesmo que nesse universo com tantos anjos voando por todo lado, predomine a mitologia cristã como verdade.



O episódio é longo, com pouco mais de uma hora de duração. Ao contrário de seus filmes, o Syfy costuma entregar seriados bem legais e, mesmo assim, me surpreendeu com todo o investimento feito em Dominion. Ele está com uma qualidade geral muito boa e, considerando a média de orçamento de um seriado de canal pequeno, que limita a qualidade e quantidade de cenas em CGI por episódio, conseguiu apresentar ótimos efeitos especiais, mais do que necessários para todas as cenas de vôo, animação das asas e tudo mais. As cenas de ação estão ótimas, embora claramente menos elaboradas do que no filme. Mesmo assim, são bonitas de se ver. A coreografia dos combates está bastante boa. Enfim, Dominion me deixou embasbacado, surpreso e apaixonado pelo seriado. Quero mais, e mal posso esperar pelo segundo episódio da temporada!


Visite o site de Dominion no Syfy.




Série Review: Drácula (2013)



Hello, guys!

Alguns meses atrás, enquanto passeava por um dos vários grupos do Facebook dos quais faço parte, me deparei com um post sugerindo essa série. Com link do site pra assistir online e tudo, a miniatura que havia para o vídeo era um dos pôsteres oficiais da série, que, por mais incrível que pareça, é a única série sobrenatural que eu assisto além de “The Vampire Diaries”. O que me chamou atenção nesse pôster (imagem abaixo) foi a presença do muito bem conhecido no universo YA Jonathan Rhys Meyers, o famoso Valentim Morgenstern da série “Os Instrumentos Mortais” (de Cassandra Clare), que imediatamente deduzi ser protagonista da série. Também, né... 

Depois de dias de olhares recíprocos àquele post, curiosidade, além do ócio das curtas férias escolares, decidi finalmente assistir, mesmo não tendo nenhum conhecimento draculeano além do boca a boca popular e do que sei sobre o Drácula viciante de Jeaniene Frost.




Sinopse:
É o final do século 19, e Dracula (Jonathan Rhys Meyers), misterioso empresário americano de nome Alexander Grayson, chegou em Londres, no intuito de trazer a ciência moderna para a sociedade vitoriana. Ele está especialmente interessado na nova tecnologia de energia elétrica, que promete iluminar a noite – útil para quem evita o sol. Mas ele tem outra razão para suas viagens: ele espera se vingar de quem o amaldiçoou com séculos de imortalidade. Tudo parece estar indo conforme o planejado … até que ele se apaixona por uma mulher que parece ser a reencarnação de sua falecida esposa.

Bem, se você espera uma série extremamente gótica com um Drácula em crise ideológica, uma mocinha tola que hiperventila umas 20 vezes a cada episódio e que tem uma amiga fidelíssima e também um fiel escudeiro em um cavalo branco, desista completamente. Essa série vai lhe entregar de bandeja personagens misteriosos, intrigantes e não tão altruístas como se costuma ver na ficção atualmente. Cada um tem suas próprias ambições, vontades e objetivos, e a maioria não tem receio algum de quebrar alguns ovos para conseguir o que quer.

Nosso protagonista é um vampiro precedido por sua fama e temido por onde se ouve falar dele. Com certeza faz parte do time “quebra ovos”, mas eu diria que em uma humilde terceira posição. Não pela falta de ambição, mas sim por quantos ovos ele está disposto a quebrar. Mas não se deixe enganar pela pose austera e enigmática do Sr. Grayson: Do mesmo jeito que consegue se portar como um lorde, não esquece seus antigos costumes e sabe fazer uma empalação como ninguém.

O Professor Abraham Van Helsing (Thomas Kretschmann) foi um dos personagens que mais me surpreenderam ao longo da série. Não por não estar contra o Príncipe das Trevas e sim aliado a ele, mas principalmente por ser mais multifaces do que o próprio o protagonista. Por seus próprios motivos, é claro, mas aliado mesmo assim. Prestem muita atenção nele.

Se forma então uma parceria entre dois homens quebradores de ovos e com sede de vingança, quase perfeitamente construída ao longo de dez anos com dinheiro, alianças e informações privilegiadas bem embaixo do nariz de uma imponente Londres vitoriana ávida por progresso. Não é nada menos do que oportuno o surgimento do empresário Grayson com uma nova forma de iluminar a noite londrina. E é com essa influência e cada vez mais poder que esses homens pretendem acabar com o mal que deu origem ao Príncipe das Trevas.

Jonathan Rhys Meyers como Drácula.
As ladys da trama não poderiam ser mais diferentes umas das outras: Mina Murray (Jessica De Gouw) é uma jovem corajosa, sem nenhum daqueles “mimimis” das moças vitorianas e que, ao contrário de quase todas as mulheres da época, não tem o sonho de ser estritamente uma dona de casa, então está buscando se tronar médica. Lucy Westenra (Katie McGrath) é a própria moça vitoriana estereotipada e com uma grande paixão não correspondida. É o oposto de Mina e, mesmo assim, as duas são melhores amigas. E a mais divergente de todas é Lady Jane (Victoria Smurfit), uma mulher casada (mas o marido dela não aparece a temporada toda), muito comentada na sociedade, elegante, sexy e que é uma caçadora de vampiros durona, mas rapidamente cai nos encantos de Alexander.

Os dois últimos personagens do elenco principal são R.M. Renfield (Nonso Anozie) e Jonathan Harker (Oliver Jackson-Cohen). O primeiro é um advogado astuto e inteligentíssimo que é valete, braço direito, até mesmo amigo e muitas vezes a voz da consciência de Grayson. Renfield chegou a esse posto por uma infelicidade oportuna. Harker é redator de um jornal não muito popular e namorado de Mina. Curioso, levemente ambicioso e que começa a trabalhar para Alexander relativamente cedo na trama. Fiquem de olho nele.

Outro ponto importante da série são os vilões. Não há exatamente um lado bom ou ruim, há pessoas fazendo coisas boas e ruins em nome do que acreditam, então escolha o seu lado. O conceito de bem e mal não é uma das coisas que essa série vai lhe entregar prontamente, porém ela não te poupará de sangue, suor e lágrimas, ação (incluindo a caliente), surpresas e deduções assustadoras, tendo como pano de fundo um cenário sombrio e magnético que vai te fazer querer ver os poucos 10 episódios de uma só vez. E, conforme a série vai chegando ao fim, as máscaras caem e as consequências dos atos dos nossos belos personagens nos prometem uma ótima segunda temporada (mas nada sobre isso foi confirmado ainda).

Por fim, você deve estar se perguntando sobre o romance da série. Ele aparece de forma sutil, porém sensual, nesta primeira temporada. Foi muito insinuado, porém não muito exibido. É como se dissesse "Ei, espere só a segunda temporada! Prometo comparecer mais”.

Pegue sua cartola ou leque e aproveite as atrações da noite londrina, mas cuidado para não acordar com punções no pescoço, hein!


XOXO


Serie review: Sons Of Anarchy (SOA)

Olá e bem vindos ao nosso (meu) rebirth! :D
  
Hoje vou falar de uma série da qual muito ouvi falar antes de começar a assistir, da qual estou amando, viciada e caminhando lindamente para a quarta temporada. Antes que alguém pense, não – ainda não – é Doctor Who. É uma série de uns motoqueiros lindos (e outros nem tanto), personagens fortes (e não somente no sentido físico) e um maravilhoso senso de realidade. Essa série é Sons Of Anarchy.

Poster da primeira temporada com Charlie Hunnan como Jackson Teller
SOA, para os íntimos, é uma série  dramática criada por Kurt Sutter e exibida no canal FX. Ela conta sobre a vida e os problemas de um motoclube e seus membros, na cidade fictícia de Charming, ao norte da Califórnia.

Os SAMCRO são um MC (motoclube) de foras da lei – assim como todos mostrados até a 3ª temporada – que contrabandeia armas, faz alianças com outros MCs, acordos com o chefe de polícia da cidade e outras jogadas nada legais, como assassinatos, em nome da proteção e bem estar de sua amada Charming e de seu clube.

A história tem como protagonista Jackson “Jax” Teller (Charlie Hunnan), vice-presidente, filho do 1°presidente e um dos nove fundadores do MC. Com o nascimento de seu primeiro filho, passa a se questionar sobre as ações e o futuro do MC, e a sua parcela nisso tudo. Como se isso não fosse suficiente, ele acha um manuscrito de seu falecido pai e toma ele como um guia para "o que fazer" com o Clube, o que a princípio parece ser o certo. O seu conteúdo meio que aponta um novo horizonte para o vice-presidente, e o que ele decide fazer com relação a isso o coloca em confronto direto com as ações do arbitrário Clarence "Clay" Morrow  (Ron Perlman), o atual presidente do MC e seu padrasto. E esse embate sorrateiro deixa todo o clube em alerta, até que um acontecimento abominável une Clay e Jax mais uma vez como pai e filho para findar um inimigo em comum nas suas vidas pessoais. No decorrer das temporadas, fica na mão dos Sons manter a paz em Charming e se manter inteiros. E fica nas mãos de Jax dar uma direção aos Sons.

Elenco principal da série até a segunda temporada.
Como "Old Ladies", temos Jemma Teller (Katey Sagal), a antiga old lady de John Teller e a atual de Clay.  É a "grande mãe" do clube, tem todos os integrantes como filhos e irmãos e faz tudo o que for preciso pelo bem do MC. Tudo mesmo. Tara (Maggie Siff), a paixão da adolescência e futura old lady de Jax. É uma cirurgiã pediátrica que teve seus próprios motivos para voltar a Charming após pouco mais de uma década longe, que, com o tempo, aprende a ser uma old lady e se torna uma peça importante para todo o clube, principalmente para Jax e Jemma. E, por fim, mas não menos importante, Laya (Winter Ave Zoli), uma jovem atriz pornô e mãe, que se tornará a senhora de um dos Sons. Porém não posso falar mais do que isso por motivos de spoiler.

Na seção Harley-Davidson (uma das marcas de moto mais famosas do mundo e a escolha da maioria dos Sons), seria impossível falar de cada um dos motoqueiros especificamente, mas todos são homens bons, de caráter, loucos, sarcásticos, debochados, hilários em algum momento, com ambições próprias e que são capazes de quase tudo para manter as tradições do clube. Todos tem seu quê de importância dentro dele, afinal, além de justiceiros fora da lei, contrabandistas, assassinos e entusiastas de Harley-Davidson, os Sons Of Anarchy são um tipo estranho de família, uma irmandade.  A falta de laços consanguíneos não os impede de ser a família uns dos outros e isso inclui arriscar a própria vida quando necessário.

A série também é banho de política e realidade. Imagine se Clay não tivesse todo o jogo de cintura necessário para manter a segurança de todos e tomar as medidas necessárias para o próprio clube? Seu arbitrarismo e pulso de ferro são resultados da grande responsabilidade em seus ombros. Como Jax diz em dado momento da 2º temporada : "Clay é Clay por nossa causa. Nós o fizemos". E é daí que entra o quesito realidade.  Os motoqueiros são boca suja, trafegam no meio de prostitutas, traficantes, contrabandistas e assassinos – sendo eles mesmos esses dois últimos. Mas a questão é: essas ações não são a esmo, elas tem um propósito. Assim como tudo ou quase tudo na vida, é um meio para um fim, ou uma consequência dos nossos atos. E nós, na condição de seres humanos, muitas vezes tentando fazer o nosso melhor, cometemos erros que geralmente não afetam somente as nossas vidas.

A trilha sonora também é sensacional! Bem diversificada e sonoramente relacionada ao clima da série – eu ainda não li nenhuma tradução, então não posso opinar quanto a isso –, tem presença assídua de White Buffalo e Curtis Stigers & The Forest Rangers, sendo os últimos os autores da música de abertura da série, muito bem escolhida. Toda e cada música se encaixa perfeitamente no momento em que aparece, de tal forma que muitas vezes nos faz recordar a cena ou momento por causa das músicas, e não o inverso.

Mas atenção:  a não ser que você queira pegar spoilers ENORMES, principalmente sobre mortes, NUNCA ouça as músicas da trilha pelo youtube. Sério. Eu mesma fiquei sabendo de 3 mortes por lá e duas delas foram O.O, então, estão avisados. Se quiserem ouvir pelo youtube mesmo assim, vão por sua conta e risco.

Preparem-se para uma série surpreendente, onde quase sempre nada é o que aparenta. Com muitas mortes que vão fazer você sofrer e ficar aflito e que são tão inusitadas que com certeza você vai xingar o autor mentalmente umas duzentas mil vezes, imaginando ele rindo da sua cara com as suas reações ao final de cada capítulo e temporada.

Pegue seu colete, vista-o e sinta-se à vontade, afinal, na casa dos Sons, sempre há lugar para um amigo.

Bem vindo a Charming!



XOXO

Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan
















Se você não viveu numa caverna durante os últimos dez anos, provavelmente já ouviu o nome “Percy Jackson” em algum lugar. Na escola, na TV, no cinema, na casa do seu primo... O jovem semideus é tão popular que seu nome já chegou até aos locais mais imprevisíveis. E não poderia ser diferente: vender mais de 15 milhões de livros ao redor do mundo, ganhar adaptação para o cinema e os quadrinhos e protagonizar mais de dez livros não é pra qualquer um. E é por isso que hoje vamos analisar “Percy Jackson e os Olimpianos”, primeira série de fantasia do americano Rick Riordan e uma das mais famosas da atualidade. Afinal, será que todo esse sucesso é fruto da sorte ou do talento?